Não entendo qual é a surpresa do blogueiro, ao comentar sobre os resultados da avaliação dos alunos do ensino médio. Eu não vejo nenhuma novidade. Esses resultados já deviam ser esperados. Pois não se pode cobrar de alguém o que não lhe é ofertado. Inclusive, a bastante tempo já é publico e notório o despreparo dos alunos que concluem o ensino fundamental na escola municipal. Chegam na escola do estado sem o mínimo de conhecimento necessário para cursar o ensino médio. Pois eu mesma já ouvi diversos professores comentando angustiados, que não sabiam o que fazer: se lecionavam o conteudo destinado ao curso ou dariam aulas de reforço nas disciplinas das séries anteriores. Porque, segundo esses professores, a grande maioria dos alunos vindo das escolas fundamentais não dispunham de base cognitiva para assimilar os novos conhecimentos.
Para se fazer uma avalição consistente e consequente é necessário uma análise globalizada do sistema de educação local, das políticas públicas educacionais e principalmente da conjuntura política econômica e social da comunidade e sua insersão no processo didático pedagógico. Sem essas prerrogativas, é impossível se conseguir uma avaliação coerente.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Perseverança
Uma das poucas coisas que me chama atenção nesta rua onde moro ultimamente, é a perseverança do cidadão. Já faz sete anos que observo e curiosamente todos os dias entre 16 e 17 horas ele passa no mesmo horário, no mesmo local, na mesma direção e no mesmo sentido, falando no mesmo tom e rítmo: VAI A PAMONHA, PAMONHA E CANJICA. É imprecionante a capacidade deste indivíduo em permanecer estável num objetivo que na minha opinião parece ser tão elementar e para ele deve ser fundamental ou até mesmo vital. Não sei o seu nome nem mesmo onde mora, desconheço tudo a seu respeito mas o adimiro muito pela sua estabilidade. Chega ser quase religiosa, doutrinária pela forma como ele se apresenta em público com seu produto. Observando a atitude deste senhor eu fico pensando, se as pessoas em geral tivessem essa capacidade de persevança em seus objetivos, como o mundo seria bem diferente. principalmente os profissionais que trabalham com gente como os professores, por exemplo. Como a educação seria bem mais educativa, bem mais consistente e significativa! Mas infelizmente, apenas o homem da pamonha é persistente. Que pena!
domingo, 27 de julho de 2008
Meu Sertão
A educação de um povo é o principal fator para o seu desenvolvimento social e econômico. Hoje quase todas as pessoas sensatas acreditam nisso. Até as que são literalmente analfabetas reconhecem o valor da educação escolar. Mas o que me deixa verdadeiramente indignada é o fato de que, os responsáveis direto pelas políticas públicas educacionais em nosso município, não sabem ou não querem conhecer o real valor da educação para os cidadãos. Ou se sabem, estão fazendo o povo de trouxa. Enganando as crianças e seus familiares, construindo escolas de faixada, que não ofercem as menores condições de aprendizado. Eu tenho muita pena das crianças deste município, vítimas da negligência e da irresponsabilidade política educacional reinante entre os gestores direto da educação local. Também tenho vergonha do nível intelectual da maioria dos educadores que atuam nas escolas no momento atual. O pior é que não se pode fazer nada para alterar o quadro deplorável dessa realidade. Pois todas as decisões giram em torno dos interesses políticos de alguns indivíviduos que se utilizam do poder para manipular tudo em benefício próprio. E perseguir qualquer pessoa que resolva interferir, até mesmo aos representantes legais da categoria profissional do magistério. Deixando os reais interesses sociais e educacionais relegados e marginalizados. É realmente lamentável, que uma cidade com meio século de existência ainda não tenha consiguido o mínimo necessário ao desenvolvimento dos seus cidadãos, que é uma boa qualidade na educação. Pois a última pesquisa divulgada sobre avaliação do nível de escolarização, em todos os municípios do estado do Ceará, Senador Sá ficou em último lugar. Não é mesmo uma vergonha? Vamos lá, cidadãos senadosaenses, vê se acordam enquanto é tempo. Vamos lá, "ensinadores", vê se aprendem um pouco do que ensinam. E assumem uma postura mais dígna da função de exercem. Se alertem, as crianças ainda esperam por nós. Seus familiares ainda confiam na gente. E nós, será que ainda acreditamos que basta ser professor? Ou será que já é tempo de aprender a ser educador? E enquanto isso, resta apenas lamentar, coitado do povo do meu lugar!!! Tão forte e tão lutador, o povo do meu interior. Que mesmo na exploração, sem escola e educação, continua batalhando pela vida, embaixo do escaldante sol do meu sertão.
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